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Passeio fotográfico em Três Picos e Vale dos Frades no Rio de Janeiro

Lá vou eu para mais uma aventura nas montanhas! Passear, conhecer, viver, aproveitar a vida e, claro, fotografar. O passeio de hoje vai ser fácil, ao menos na questão logística, é um dos excelentes passeios organizados pelo Waldyr Neto, ou como ele chama, uma expedição fotográfica.




Foi um passeio pago e durou três dias, sexta, sábado e domingo, sendo que quinta era feriado (Independência). Você não precisa se preocupar com hospedagem, alimentação, guia e transporte para as trilhas e etc, já está tudo dentro do pacote. A ideia é que você foque na fotografia e em aproveitar o passeio. A única coisa que não está inclusa é chegar no lugar do passeio, depois disso, está tudo certo.


Região dos Três Picos e Vale dos Frades. Na imagem podemos observar: Nova Friburgo (1), Teresópolis (2), Três Picos (3), Refúgio Canto da Pedra (4), Vale dos Frades (5). Essa imagem não é minha, créditos: Google Earth, Image © 2016 DigitalGlobe, Image Landsat, Data SIO, NOAA, U.S. Navy, NGA, GEBCO, Image © 2016 CNES/Astrium.
Região dos Três Picos e Vale dos Frades. Na imagem podemos observar: Nova Friburgo (1), Teresópolis (2), Três Picos (3), Refúgio Canto da Pedra (4), Vale dos Frades (5). Essa imagem não é minha, créditos: Google Earth, Image © 2016 DigitalGlobe, Image Landsat, Data SIO, NOAA, U.S. Navy, NGA, GEBCO, Image © 2016 CNES/Astrium.

Nós fomos fotografar a região dos 3 Picos e Vale dos Frades no estado do Rio de Janeiro. Esse lugar fica entre Teresópolis e Nova Friburgo. Como o nome sugere, é uma região de montanhas e vales. Nós vamos aproveitar o local para fotografar, com o enfoque em paisagens naturais nas montanhas. Dado meu histórico, você que acompanha o blog vai perceber que elas são meu local predileto para os passeios. É o local que eu mais facilmente me desconecto do resto do mundo e aproveito o momento sem pensar em mais nada.

A região é muito conhecida no Brasil pela escalada. Na realidade, pelo que me explicaram por lá, é a região mais importante de escalada no país. Curiosamente, um dos escaladores mais respeitados da região é o dono do local em que nos hospedamos, Refúgio Canto da Pedra, ele se chama Alexandre Portela.

Hospedagem

Refúgio Canto da Pedra é um lugar simples e muito bom. Ele estava fechado apenas para nosso grupo. Na parte de baixo, fica o local onde fazemos nossas refeições (todas inclusas no passeio), a geladeira (que pode ser usada à vontade) e os banheiros. São dois banheiros, os dois com chuveiros elétricos que esquentam bem, porém só pode ligar um chuveiro por vez haha, se não, cai a energia.


Nós tomando café da manhã dentro do Refúgio Canto da Pedra.  Essa imagem não é minha, é do fotógrafo e organizador do passeio, Waldyr Neto.
Nós tomando café da manhã dentro do Refúgio Canto da Pedra. Essa imagem não é minha, é do fotógrafo e organizador do passeio, Waldyr Neto.

No andar de cima, tem colchões fininhos à disposição e claro, espaço para você colocar suas coisas e estender seu saco de dormir. Regra básica, não pode subir de sapato no segundo andar. Outra coisa, no refúgio não tem sinal de celular. Mas em alguns trajetos nos percursos que fizemos para ir aos locais (principalmente nas estradas) existia sinal.

A comida que o pessoal do refúgio preparou era muito boa. O café da manhã era bem completo, tinha até salada de fruta. Nossos jantares foram temáticos, teve o dia da massa, o dia do rodízio de pizza (sim, feita na hora e com sabores diversos) e até o dia do frango com um tempero secreto que ninguém nunca acerta, realmente, é inesperado. Mas obviamente eu não vou estragar a surpresa contando aqui o que era né :P.

A única coisa que eu gostaria que fosse diferente foram os colchões fininhos, eles estavam um pouco velhos e a espuma não segurava mais. Da para dizer que ele serviu de isolante térmico quando coloquei o saco de dormir em cima dele para dormir, mas o conforto foi ruim. Eu voltaria lá facilmente, só um pouco mais preparado nessa questão do saco de dormir, que diga-se de passagem, foi minha primeira vez dormindo em um.

Como chegar lá?

Eu não apareci magicamente lá no refúgio, ainda não inventaram o teletransporte :P. Na realidade eu fui primeiro para Petrópolis, de ônibus partindo de São Paulo (a viagem é noturna e apenas uma empresa faz o trajeto, Águia Branca, dura algo entre 6 e 7 horas). O Waldyr foi muito gentil e nos (tinha mais uma pessoa que participaria da expedição vindo nesse ônibus) pegou na rodoviária, explicou um pouco da sua cidade e nos levou para conhecer a catedral. De lá, nos deu algumas dicas e ficamos conversando e passeando pelo centro da cidade (mais para frente eu escrevo sobre os passeios fotográficos em Petrópolis) até encontrarmos com o Waldyr na parte da tarde para de fato irmos para o Refúgio.

A forma mais prática de chegar lá sem a carona do Waldyr é usando o Google Maps em seu celular. Você pode pesquisar por “Refúgio Canto da Pedra” e ele vai fazer o mapa certinho, mas, por algum motivo estranho, vai dizer que o endereço é em uma rua de Goiânia-GO. Não ligue para isso e siga o mapa.

Nós chegamos lá na noite do dia anterior (quinta-feira) do início oficial do passeio, jantamos, fizemos o primeiro “queijos e vinhos” (que se repetiu durante todos os outros dias), é um costume do grupo quando vai para lá, batemos um papo e depois fomos deitar.

O que levar?

Não tem muito segredo, é uma mala básica de quem vai fotografar em algum lugar e passar uns dias fora. Vou apenas citar alguns pontos principais:

  • Lanterna
  • Agasalhos, luva e gorro
  • Cantil
  • Calçado para caminhar
  • Lanches leves para as caminhadas
  • Saco de dormir
  • Protetor solar
  • Mochila com seu material fotográfico
  • Tripé (importante para o tipo de fotografia que fizemos)
  • Priorizar as lentes mais angulares
  • Queijos e vinhos que você curtir, mas claro, opcional.

A lanterna é importante para os momentos sem iluminação natural, leia-se, antes do sol nascer e depois dele se pôr. Lembre-se de carregar baterias e limpar seu equipamento antes de ir.

Outra coisa, em montanha faz frio, lá não é nem um pouco diferente. Antes do sol nascer ou depois que ele se põe, faz um frio lascado principalmente por causa do vento. Eu usei luva e gorro nessas duas ocasiões, não foi frescura, era necessário. Vá para esse tipo de passeio sempre preparado. Além de não conseguir aproveitar direito pelo frio que passa (por exemplo, pessoal não aguenta e quer ir embora antes da hora) você ainda pode acabar ficando doente.

Com relação ao lanche, eu fiz um experimento (que deu certo!). Organizei meu lanchinho da seguinte forma, cada porção continha:

  • 1 Banana passa (desidratada)
  • 1 Mix de oleaginosas, composto por:
    • 1 noz
    • 2 amêndoas
    • 2 castanhas-de-caju
    • 1 castanhas-do-pará
    • 4 uvas passas
  • 1 barrinha de cereal

No meu planejamento, eu considerei levar um lanche desse para comer no meio da manhã e outro no meio da tarde. Então, eram 2 por dia, vezes o número de dias que eu ficaria por lá. Um chocolate pode ir bem também, mas dessa vez não levei hehehe.
Por qual motivo banana desidratada? Pois estraga com menos facilidade, é mais leve e menor do que a banana normal ou outras frutas. Não estou falando de banana “chips”, é banana desidratada, tipo uma uva passa, mas é banana. Sacou?

Nosso roteiro

Os três dias do passeio fotográfico foram divididos em dois dias bem ativos (primeiro e segundo) e um dia (o final) mais tranquilo. Vamos ver como foi…

Primeiro dia

No primeiro dia, o objetivo era fazer uma caminhada até o parque estadual dos Três Picos na parte da manhã e na parte da tarde ir para o Vale dos Frades e ficar por lá até o sol se pôr.

Nesse dia não madrugamos, nós tomamos café da manhã às 7:30 e saímos às 8:30, portanto, não pegamos nascer do sol. O percurso até Três Picos foi todo de caminhada. Saímos do próprio Refúgio e seguimos caminhando até ver os três picos bem mais de perto.


Nada mal acordar de cara com a bela vista dos Três Picos, hein?
Nada mal acordar de cara com a bela vista dos Três Picos, hein?

Caminhamos, subimos, vimos algumas casas e vistas muito legais pelo caminho. Passamos também por um outro refúgio que fica bem perto já dos 3 Picos. Lá aproveitamos para tomar água e observar pela luneta uma pessoa escalando uma das três montanhas. Depois disso, seguimos só mais um pouco, aproveitamos o lugar por um tempo e depois já era hora de voltar.


O cavalo olhou para mim bem quando ia tirar a fotografia \o/
O cavalo olhou para mim bem quando ia tirar a fotografia \o/

Na volta avistamos um passarinho, sendo mais específico um Pica-pau-banda-branca! Quando eu fui tirar as minhas fotos dele (Adna, muito obrigado por me emprestar sua lente e me ajudar com o nome do Pica-pau!) ele já devia estar bem tímido depois dos inúmeros clicks que o grupo fez dele e entrou em sua casinha hehehe.


Pica-pau-banda-branca em Três Picos
Pica-pau-banda-branca em Três Picos

Mesmo depois de termos ficado lá mais uns bons minutos, ele não estava mais muito a fim de posar para fotos e então voltamos. Só consegui pegar parte dele como você viu acima, foi o que teve :).

Depois do almoço, fomos para o Vale dos Frades, o trajeto de ida e volta foi feito de carro. Pegamos duas vistas bem legais!

Na primeira, aproveitamos o reflexo das montanhas na água.


Montanhas e seus reflexos na água.
Montanhas e seus reflexos na água.

Na segunda, o pôr do sol não estava tão legal, já que não existiam nuvens. Então, tentei aproveitar o posicionamento da luz que criava sombras alongadas das pedras e também o caminhão que passou na estrada de terra levantando bastante poeira.


Sombras e poeira contra o sol.
Sombras e poeira contra o sol.

Na parte da noite, além dos queijos e vinhos e da janta, fizemos um “esquenta” para a foto de estrelas que aconteceria no dia seguinte. Foi um rápido teste, só para os novatos que nunca tinham feito fotos de estrelas (como eu) pegarem o jeito da coisa agora para poderem aproveitar melhor o dia seguinte. No segundo dia, voltando da Cabeça de Dragão, teríamos uma composição mais legal com os Três Picos além das estrelas.





Segundo dia

O segundo dia foi mais intenso. O objetivo era pegar a luz do nascer do sol na cachoeira do Vale dos Frades e o pôr do sol na região dos Três Picos, mais especificamente no cume da Cabeça de Dragão. Esse nome imponente dá até um medinho para alguns né hahaha.

Manhã

Quando digo que madrugamos nesse dia, quero dizer acordar por volta das 3h30. Acordamos, nos arrumamos e partimos. Café da manhã fica para quando voltarmos.

Dessa vez, fomos de carro. Apesar de ser próximo de onde estávamos, o trajeto dura por volta de 1h já que a estrada faz algumas voltas, que para o nosso caso, alongam o percurso.

De qualquer forma, chegamos lá numa boa por volta das 5h. Mas estava um frio, nossa, um frio lascado. Logo que saí do carro já queria colocar gorro e luva. Mesmo assim ainda ficou mais frio do que eu gostaria. Teria sido melhor se eu tivesse mais algum casaquinho comigo, mas deu para aproveitar sem maiores problemas.

Nosso primeiro ponto foi a cachoeira dos frades. Ficamos lá por um bom tempo, deu para aproveitar bem. No início, quase não tinha luz natural, a lanterna foi importante até para poder operar a câmera e fotografar. Nessas horas a gente entende para que serve a quase nunca utilizada luz do LCD de cima da câmera. Umas das fotos que consegui fazer está abaixo.


Cachoeira do Vale dos Frades.
Cachoeira do Vale dos Frades.

Eu particularmente não fiquei muito feliz com ela. Mas isso não importa muito, não estou lá para “montar álbum de figurinhas”. A vivência com o pessoal, a prática da fotografia, conhecer lugares novos e a sensação de aproveitar a vida são mais importantes.

Depois que a “Blue hour” e “Golden hour” já tinham ficado para trás, tomamos nosso rumo de volta ao Refúgio. Mas logo que pegamos a estrada para voltar, nos deparamos com o sol saindo de trás das montanhas. Fizemos mais uma parada estratégica :).


Sol nascendo atrás das montanhas.
Sol nascendo atrás das montanhas.

De volta ao Refúgio, tomamos nosso café da manhã reforçado com tranquilidade. Depois disso, tivemos um tempo para ficar à vontade. Alguns começaram a editar as fotos, pessoal bateu papo e também tiramos uma soneca (muito revigorante!). Além do almoço, é claro.

Tarde

Na parte da tarde, tivemos o que na minha opinião foi o “momento épico” do passeio…

Nossa missão era ver o por do sol no topo da Cabeça de Dragão. Para chegar lá, vamos sair do abrigo em direção aos Três Picos. Faremos o mesmo caminho do dia anterior, só que dessa vez não vamos parar na região da foto do cavalo, vamos continuar até o Dragão. Isso adiciona ao percurso por volta de mais duas horas de subida íngreme. Na imagem abaixo, dá para ter uma ideia melhor do desafio.


O desafio está lançado. Nosso ponto de partida, Refúgio Canto da Pedra (1); Três Picos (2); Cabeça de Dragão (3). Essa imagem não é minha, créditos: Google Earth, Image © 2016 DigitalGlobe, Image Landsat, Data SIO, NOAA, U.S. Navy, NGA, GEBCO, Image © 2016 CNES/Astrium.
O desafio está lançado. Nosso ponto de partida, Refúgio Canto da Pedra (1); Três Picos (2); Cabeça de Dragão (3). Essa imagem não é minha, créditos: Google Earth, Image © 2016 DigitalGlobe, Image Landsat, Data SIO, NOAA, U.S. Navy, NGA, GEBCO, Image © 2016 CNES/Astrium.

E aí, preparado? Aceita o desafio?

Como diria um colega da faculdade: “blz, já era!”

Ok, o Waldyr deu uma colher de chá para nós. A primeira parte do trajeto, a que já tínhamos feito caminhando no dia anterior, foi feita de carro. Na realidade, fomos em dois 4×4, pois nem com tempo seco a estrada é adequada para carros de cidade. Mesmo assim, existiam alguns carros, inclusive automóveis populares, lá em cima. Eu realmente não sei como conseguiram chegar lá e não recomendo nem um pouco tentar fazer isso.

Ah, depois dessa colher de chá vai ser fácil, né? Será? Veremos.

A parte principal do nosso novo trajeto começa na casinha que você pode ver na imagem abaixo. Nela encontramos uma moça do próprio Parque Estadual dos Três Picos, que por sinal era muito simpática e nos recebeu muito bem.


Casa do parque em Três Picos.
Casa do parque em Três Picos.

Depois que todos estavam preparados e prontos para subir (fizeram até cajado para ajudar na subida :)), lá fomos nós.

Caminhamos subindo dentro e fora da mata. Os falantes se calaram, mas aguentaram a subida hahaha :). Durante o percurso, fizemos algumas breves paradas até chegar em um ponto que já tem uma vista sensacional. Ficamos lá por um tempo antes do trecho final de subida.


Descansando, fotografando e conversando quase no topo da Cabeça de Dragão.
Descansando, fotografando e conversando quase no topo da Cabeça de Dragão.

Um dos integrantes do nosso grupo preferiu ficar por ali mesmo, mas tenho certeza que ele aproveitou muito, mesmo dali. E de quebra ainda nos presenteou com fotos de nossa subida :).

Agora o bicho pega. Ao menos para mim. Lá em baixo, antes de subir, o Waldyr tinha comentado algo sobre o último trecho, eu não tinha entendido muito bem o que ele quis dizer, mas não pareceu nada muito de mais, então também não liguei muito. Mas antes de começar a parte final do trajeto, ele comentou de medo de altura. Aí ascendeu a luzinha de alerta hahaha.

Não digo que eu tenho realmente medo de altura, mas eu não me sinto confortável em beiradas de varanda de prédio, por exemplo. Um dos motivos deu ter subido a Montanha Machu Picchu no lugar da mais conhecida e menos cansativa Huayna Picchu, foi justamente para evitar ficar de cara ou de costas para o abismo.

O Dragão é alto, bem alto. Nessa última fase do percurso, não temos mais apoio da montanha em um dos lados e não tem mais mata em volta de você, então a sensação é muito diferente. Onde caminhamos para a subida não é estreito, é bem amplo na realidade, mas não tem muita coisa para você se segurar caso caia.


Apesar das dificuldades, ainda deu para tirar umas fotos. Inclusive, essa é uma das minhas preferidas de toda a viagem.
Apesar das dificuldades, ainda deu para tirar umas fotos. Inclusive, essa é uma das minhas preferidas de toda a viagem.

O Waldyr perguntou se estava tudo bem, disse que sim, o Eduardo logo na minha frente também ia me dando apoio. Nessas horas eu nem estava mais prestando atenção para o cansaço, só focado em dar um passinho de cada vez com precisão para não tropeçar e olhando o mínimo possível para os lados. E assim fui até lá em cima :) \o/.

Agora era só alegria, estávamos diante de uma vista incrível e de um pôr do sol magnífico. Nos agasalhamos e tiramos muitas fotos :).


Vista incrível do topo da Cabeça de Dragão. À direita, Waldyr fotografando junto com a gente.
Vista incrível do topo da Cabeça de Dragão. À direita, Waldyr fotografando junto com a gente.


Pessoal fotografando do topo da Cabeça de Dragão.
Pessoal fotografando do topo da Cabeça de Dragão.


Não faltam montanhas na linda vista lá de cima.
Não faltam montanhas na linda vista lá de cima.

Que privilégio estar ali em um dia com um tempo tão bom, como o Waldyr falou, foi a expedição com a melhor condição de tempo do ano.


Fotografia do Waldyr Neto (organizador do passeio). Se não me engano, nessa foto ele tinha preparado a câmera, apenas faltando apertar para disparar a foto. E foi isso que ele me pediu que eu fizesse quando ele estivesse na posição pretendida. Legal que pude ajudar de alguma forma nessa bela foto, mesmo que tenha sido só um tiquinho de nada.
Fotografia do Waldyr Neto (organizador do passeio). Se não me engano, nessa foto ele tinha preparado a câmera, apenas faltando apertar para disparar a foto. E foi isso que ele me pediu que eu fizesse quando ele estivesse na posição pretendida. Legal que pude ajudar de alguma forma nessa bela foto, mesmo que tenha sido só um tiquinho de nada.

Depois do espetáculo, era hora de descer. Para minha surpresa, muito mais fácil do que a subida. Já que não tínhamos mais luz natural, era só a da lanterna, só dava para enxergar o que ela iluminava. Isso acabou me deixando bem mais tranquilo para descer, é uma questão psicológica mesmo né. Mas claro, não que isso signifique que você deve se descuidar, claro que não. Um passinho de cada vez, bem concentrado.

Depois da descida, era hora da famosa foto das estrelas.

Tirando o esquenta do dia anterior, foi minha primeira vez fotografando estrelas com minha câmera e lente. Em geral, a gente aprende alguma coisa nessas situações né.


Foi por acaso, mas o Eduardo acabou passando com a lanterna acesa na minha frente e acabou rolando um 'light painting'. Ele até pediu desculpas, mas no final das contas achei que ficou legal.
Foi por acaso, mas o Eduardo acabou passando com a lanterna acesa na minha frente e acabou rolando um ‘light painting’. Ele até pediu desculpas, mas no final das contas achei que ficou legal.

Não foi diferente. Eu não acho que essa foto ficou boa. As estrelas não são pontos, elas estão levemente riscadas.

Acho que você se lembra que as estrelas estão em movimento. Como o tempo de exposição para fotos como essa é longo (no caso eu estava tentando com 30 segundos) as estrelas caminharam durante a foto e seu trajeto ficou registrado na fotografia.

O dilema dessa foto ocorreu, pois com ISO em 1600 ou maior, a minha câmera já tem muito ruído, então eu acabei aumentando o tempo de exposição para compensar, já que a lente estava em sua maior abertura. Mas com o tempo de exposição maior, surgem os rastros.

Comparando com as fotos das outras pessoas que estavam lá conosco, o que em geral não é algo muito bom a ser feito, mas me atendo apenas ao fator construtivo da comparação, nem parece que eu estive com eles no mesmo lugar e naquele mesmo dia hahaha. Nas fotos deles a via láctea estava muito mais visível, por exemplo.

Entretanto, no lugar de ficar reclamando ou dizendo que a câmera/lente é ruim, que tem que comprar isso ou aquilo e blablabla, o melhor a fazer é achar uma outra alternativa. Eu poderia ter feito um “star trail”. Ainda vou pesquisar melhor sobre isso para minha próxima foto de estrelas.

Fotos feitas, hora de voltar para o Refúgio e jantar. E para fechar com chave de ouro, voltamos ao som de alguns clássicos do rock :).

Depois de uma subida em modo superação, daquela super vista das montanhas, de altas fotos e até da trilha sonora no carro, não tem como deixar de falar que esse foi o momento épico do passeio :). Fizemos o “queijos e vinhos”, jantamos e fomos dormir felizes pelo dia mais que incrível :).

Terceiro dia

O objetivo do terceiro dia era ter um dia mais suave, para dar uma descansada depois do dia puxado de ontem e então cada um poder voltar para sua casa, ou no meu caso, aproveitar o resto da viagem. Eu ainda ia ficar mais dois dias em Petrópolis. Mais sobre isso em breve.


Descansando ou não, sempre dá para fazer mais uns clicks.
Descansando ou não, sempre dá para fazer mais uns clicks.

Depois do café, fizemos uma caminhada pela manhã até outra hospedagem próxima, lá tinha um pessoal tocando e também pudemos experimentar umas cervejas locais. Alguns do grupo foram embora antes da caminhada, outros logo depois.


Mas um hora acaba. Voltando para o refúgio...
Mas um hora acaba. Voltando para o refúgio…

Para os que ficaram, voltamos para o Refúgio, almoçamos e depois fomos para Petrópolis. O Waldyr, novamente muito atencioso, nos deu carona para o terminal de ônibus e no meu caso para o hostel bacana que fiquei por lá nos dois outros dias.

Considerações finais

Como deu para ver, fomos agraciados com tempo bom todos os dias, além de um super pôr do sol na Cabeça de Dragão.

Com relação à segurança de fotografar nos locais, foi muito tranquilo. Pelo que me pareceu, quem frequenta são as pessoas que estão por lá para passear ou escalar. Não tem muita gente. E dá um bom trabalho chegar lá, isso ajuda a filtrar bastante quem aparece nos locais em que visitamos né. Creio que a exceção seja apenas a cachoeira no Vale dos Frades. No segundo dia não tinha ninguém lá por causa do horário (5 da manhã, quase sem luz natural e um frio do cão hahaha). No dia anterior, meio da tarde, nós passamos por lá e não paramos, pois estava com muita gente.

Puxa, esse final de semana foi tão bom. Mesmo escrevendo esse artigo alguns meses depois muita coisa volta. É ótimo! Olhando as fotografias então, mais forte ainda. Mais um dos motivos pelos quais eu aprecio a fotografia, quando as observamos, voltamos ao passado e trazemos à tona nossas lembranças.

O pessoal que estava lá com certeza também contribuiu bastante. Um pessoal muito bacana, amigável e divertido. Foi realmente muito legal e deu para fazer novos amigos. Acho que todos estavam em busca da mesma coisa. Paz, sossego, aventura e diversão regada a muita fotografia :). O que mais você quer?


Obrigado pessoal! Foi um final de semana prolongado e tanto! Essa imagem não é minha, é do fotógrafo e organizador do passeio, Waldyr Neto.
Obrigado pessoal! Foi um final de semana prolongado e tanto! Essa imagem não é minha, é do fotógrafo e organizador do passeio, Waldyr Neto.

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