foto de capa por Pedro Cristales

Filipe Morgado Escrito por Filipe Morgado

Observação de aves no Parque Ibirapuera

Você que gosta de fotografar e quer aproveitar ao máximo seus passeios fotográficos, olha só esse evento bem bacana que existe no Parque Ibirapuera em São Paulo. O Pedro Cristales, biólogo e voluntário do Parque Ibirapuera Conservação, lidera um passeio mensal para observação de aves pelo parque.

Eu, curioso, fui experimentar! Te conto brevemente como foi, como você pode participar, a escolha de lente, dois aplicativos úteis neste contexto e ainda uma pitada de fotografia autoral ao tentar entender o significado de uma fotografia que fiz. Desfrute da leitura \o/


Neinei e galhos crescentes.
Neinei e galhos crescentes.

Sabia que têm 160 espécies de aves no Ibirapuera?

Pois é!

Avistamos várias delas lá no dia! Foi minha primeira tentativa de fotografar aves.


João-de-barro curioso com nossa presença, :laughing:.
João-de-barro curioso com nossa presença, :laughing:.

Nossa, como é diferente quando temos alguém conosco que sabe enxergar os pássaros. O Pedro vê os passarinhos e demais aves com uma facilidade hahaha, foi muito bacana. Não imaginava que numa simples caminhada no Ibirapuera veríamos tantas aves diferentes, teve até Pica-pau-de-banda-branca (sim, o mesmo que vimos na expedição de Três Picos) e a Alma-de-gato.


Foi o que deu para pegar da Alma-de-gato.
Foi o que deu para pegar da Alma-de-gato.

Ao longo do passeio, o Pedro também vai contando sobre as aves, seus hábitos, algumas histórias lá do parque e tudo mais. Ele é um cara bem legal também, super atencioso com todo mundo e dá para ver que ele gosta bastante do que faz.

Enfim, é aquele papo de sempre. A gente aprecia só o que conhece. O que não conhecemos, não damos valor e nem importância, passa desapercebido.

Da mesma forma que nós que fotografamos enxergamos o mundo de uma forma diferente dos que não fotografam, o pessoal que sabe dos passarinhos também tem seu olhar diferenciado.


Tímido Pica-pau-de-banda-branca. Foi difícil conseguir uma foto dele.
Tímido Pica-pau-de-banda-branca. Foi difícil conseguir uma foto dele.

Saber reconhecer as aves enriquece muito a experiência de um passeio fotográfico. Elas sempre estão por aí, basta você enxergar para aprender mais sobre o lugar, suas características e aproveitar melhor o passeio. E claro, fotografar ainda mais :).

Já que para mim a fotografia funciona como uma forma de descobrir o mundo, nada mais justo do que as aves entrarem na brincadeira :). Os passarinhos (e tantos outros animais, plantas, flores e muitas outras coisas) estão aí, basta você perceber.


Bem-te-vi. Acho que era o único passarinho que eu conhecia o canto. Tem muitos aqui perto de casa.
Bem-te-vi. Acho que era o único passarinho que eu conhecia o canto. Tem muitos aqui perto de casa.

Com certeza farei o passeio mais vezes. Apesar de ser um “passeio fotográfico aproveitado”, já que o propósito do passeio não é exclusivamente para a fotografia, o Pedro acolhe super bem nós que gostamos de fotografar (ele também fotografa ;)).

Então, o passeio dele estará sempre em nossa agenda. A frequência do evento é mensal e custa R$10. Esse valor funciona como uma doação para o Parque Ibirapuera Conservação que ajuda na manutenção e conservação do parque. Você pode se inscrever para o passeio de observação de aves aqui.

Espero que você possa se divertir por lá também :) \o/


Garça-branca-grande.
Garça-branca-grande.

Ah, e já te aviso, uma lente tele vai bem viu. Quando você for, leva a lente com maior distância focal que você tiver e divirta-se!

Outra coisa bacana que o Pedro nos contou foi sobre um app que reconhece o pássaro em uma foto, o aplicativo chama Merlin. O pessoal lá soprou também um que faz a mesma coisa para plantas, chama PlantNet.


Irerês escolhendo seus caminhos.
Irerês escolhendo seus caminhos.

Só mais uma coisinha…

Claro que foi um passeio para ver os passarinhos e outras aves, mas não tem jeito… Como ando aprendendo e comentando no nosso bate-papo do passeio fotográfico da Paulista, o inconsciente domina nossas fotos dos passeios mesmo sem percebermos. A gente só tem que conseguir enxergar depois.


O que o Cisne-negro diz para você?
O que o Cisne-negro diz para você?

O que você entende desta fotografia? O que ela te passa?

Achei curioso o fato da ave real não ter olhos visíveis e o reflexo dela parecer justamente o oposto.

É como se fosse a mesma coisa sendo interpretada de duas formas diferentes.

Interpretada por quem?

Eu diria que pela sociedade. O que reluz e parece “bonitão” não é capaz de enxergar. Já o tortuoso reflexo, parece até que tem os olhos que faltaram anteriormente. O que é aparentemente torto para os outros, na realidade enxerga melhor do que eles.

Podemos pensar também como se fossem duas faces do mesmo indivíduo, lado A, lado B… Depende de como a gente observa, né? Qual você escolhe? Liberte-se!

Enfim, para se pensar…

Já brincamos bastante de autoral por hoje. Vamos aproveitar a vida fotografando! Descubra em nosso calendário os próximos passeios fotográficos e expedições fotográficas para você participar e aproveitar mais sua vida \o/:


Quais outros passeios para fotografar aves você conhece? Conta pra nós nos comentários!

Agradeço muito pelo tempo que você dedicou à leitura do artigo. Obrigado ;). Espero que tenha sido proveitoso para você. Até!

Pedro, obrigado pelo passeio e também por me ajudar a identificar as aves nas fotos!